
Pra não falar de amor, por favor falemos em qualquer outro algo, por que amor é o que me falta, amor é o que me sobra, me sufoca, me falta espaço, falta o que dizer, falta principalmente à quem! Desejo gritar, desejo morrer, mas que seja de dor, que seja de ódio, mas não de tédio, tudo menos o tédio. Falemos em bondade, pois ela cabe, ela se compreende. O amor é um estúpido, algo que ninguém define é algo ilógico, sem razão nem porquê. Fizeram-me segura, independente, racional, dura, quase insensível, fria, capaz de gelar qualquer coisa que me toque, e ele se foi de mim, fugiu sem avisar pra onde, levou toda a graça dos contos de fadas que agora me parecem bobagem de criança. Pra não dizer que não amo, amo, amo tudo, amo todos, e não amo ninguém, nem mais a mim creio eu. Olho-me e não me vejo, procuro o que eu guardei ali, logo ao lado da bondade, e não encontro! Juro que deixei ali. Quem me roubou de mim, quem me fez assim? Eu fiz, eu não fiz nada enquanto faziam...

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